No mês em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Câncer, Saquarema tem motivos para se orgulhar de uma rede que vai muito além dos hospitais. O Centro de Apoio aos Pacientes Oncológicos (CAPO), que em 2020 começou atendendo apenas sete pessoas, chega a 2026 com mais de 570 pacientes assistidos. A marca simboliza o investimento da Prefeitura em um acolhimento que não foca apenas na doença, mas na dignidade do cidadão.
O suporte começa logo após o diagnóstico, com uma equipe de assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e assistência jurídica. Um diferencial humano chama a atenção: o suporte psicológico não acaba com a alta médica; ele continua acompanhando o paciente mesmo após a cura.
Cesta na mesa e autoestima
Para os pacientes em vulnerabilidade social, o CAPO garante o cadastro em programas sociais e a entrega semanal de quase 50 cestas de alimentos orgânicos, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pesca. A rede de bem-estar inclui ainda aulas de yoga, dança, oficinas de turbantes e parcerias para doação de cabelos e lenços. Os assistidos recebem também uma carteirinha que garante descontos em farmácias e salões de beleza da cidade, além de kits com óleos para alívio de dores e suplemento alimentar.
Empreendedorismo como superação
Embora o foco principal seja o suporte à saúde, o CAPO oferece oportunidades para quem deseja transformar o período de tratamento em um momento de aprendizado. Para os pacientes que buscam uma nova forma de sustento, as oficinas de artesanato e culinária são o ponto de partida.
É o caso de Márcia Linhares. Durante o processo de cuidado, ela decidiu aprender uma nova habilidade para reforçar o orçamento familiar. “O CAPO foi meu porto seguro. Além de todo o carinho e suporte médico, aproveitei as oficinas de culinária para aprender a fazer empadas e recebi ajuda para abrir meu MEI. Hoje, em processo de cura, vendo meus salgados pela cidade e garanto uma renda extra que faz toda a diferença pro meu bolso e pra minha auto estima”, conta Márcia.
A Secretária da Mulher, Márcia Azeredo, destaca que o investimento é parte de uma política pública de humanização: “Reafirmamos que em Saquarema o paciente oncológico não é um número. O CAPO é um espaço de vida e acolhimento integral. Investimos para que cada um desses 570 pacientes tenha não apenas o remédio, mas o alimento, o apoio jurídico e o carinho necessário para vencer essa batalha com dignidade.”





