Saquarema tem consolidado sua posição como referência em preservação ambiental no Rio de Janeiro. Com ações que vão do cercamento de áreas com espécies em extinção em Jaconé ao plantio de mudas nativas em praias que possuem o selo internacional Bandeira Azul, o município vem alinhando o crescimento econômico à proteção do ecossistema.

A estratégia de sustentabilidade da Prefeitura tem dado resultados práticos. Um levantamento recente do Centro de Liderança Pública (CLP) posicionou Saquarema em 9º lugar em todo o Brasil no ranking de menor emissão de gases de efeito estufa. O município também registrou uma das menores médias de desmatamento ilegal do país entre cidades com mais de 80 mil habitantes.

“Esses dados mostram que Saquarema tornou-se uma cidade que respeita a natureza. Saímos de uma lista de municípios que mais desmatavam para esse posto de destaque porque houve muito trabalho de educação e a população aderiu”, afirma o secretário Municipal de Meio Ambiente, Gilmar Magalhães. “O município cresce economicamente e gera empregos e, ao mesmo tempo, preserva a natureza para as futuras gerações”.

Legado no esporte e nas escolas

A preservação também é pauta nos grandes eventos que a cidade sedia. Durante o “Rei e Rainha do Mar”, alunos do Centro Municipal de Treinamento de Surf Léo Neves realizaram o plantio de pitangas e aroeiras na restinga de Itaúna. A World Surf League (WSL) também reforçou a proteção da vegetação nativa com o reaproveitamento de lonas de competição, enquanto o Aloha Spirit Festival levou ações de acessibilidade e sustentabilidade para as areias.

Para os pequenos cidadãos, a aula é na prática. “A gente aprendeu sobre a restinga e os animais ameaçados de extinção que moram na restinga”, conta Laura Pessanha, de 12 anos. A colega Lara Araújo, de 11 anos, reforça a importância para o esporte: “Ela é muito importante para a praia, ainda para nós que somos surfistas”.

Proteção à flora e fauna

No bairro de Jaconé, a Secretaria de Meio Ambiente identificou mais de 300 espécies de plantas nativas da Mata Atlântica, sendo 12 delas em risco de extinção. As intervenções no local, porém, também visam proteger a fauna, especialmente o formigueiro-do-litoral, ave endêmica da restinga do Brasil e ameaçada em níveis nacional e internacional.

O secretário Gilmar Magalhães destaca que a proteção da biodiversidade da região é estratégica: “A proteção da área em Jaconé é um marco para a preservação da fauna e flora nativas de Saquarema. Ao cercarmos e monitorarmos essas espécies, garantimos que plantas e animais em risco tenham a chance de se recuperar. É uma ação necessária para que o desenvolvimento da cidade siga sustentável e em harmonia com as nossas riquezas naturais”, concluiu o secretário.

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